Nove horas da
manhã, Sexta-feira , 9 de Abril, 27 d.C.
A Crucificação
morrendo como Pecador
Quando chegaram ao lugar chamado Gólgota, que significa lugar
da Caveira, ofereceram-lhe vinho misturado com mirra.
Mas Ele, provando-o, não quis beber.
E ali o crucificaram. Jesus, porém, dizia:
Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.
E era a hora terceira quando o crucificaram.
E também aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda, um
de cada lado e Jesus no meio. E cumpriu-se a Escritura que diz:
E com os malfeitores foi contado.
E Pilatos escreveu também um título e o colocou sobre a Cruz, por
cima da sua cabeça, com a sua acusação. E nele estava escrito:
JESUS
NAZARENO, REI DOS JUDEUS.
Muitos dos judeus, pois, leram este título, porque o lugar onde
Jesus foi crucificado era próximo da cidade. E estava escrito em hebraico, latim
e grego.
Diziam então a Pilatos os principais sacerdotes dos judeus:
Não escrevas: O Rei dos
Judeus, mas que ele disse: Sou rei dos judeus.
Respondeu Pilatos:
O que escrevi, escrevi.
Tendo, pois, os soldados crucificado a Jesus, tomaram as suas vestes,
e fizeram delas quatro partes, para cada soldado uma parte. Tomaram também a
túnica. Ora a túnica não tinha costura, sendo toda tecida de alto a baixo. Pelo
que disseram uns aos outros:
Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela, para ver de
quem será.
Para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta:
Repartiram entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica lançaram
sortes.
E, de fato, os soldados assim fizeram.
E, sentados, ali O guardavam.
E o povo estava olhando. E os que iam passando blasfemavam
Dele, meneando a cabeça e dizendo:
Tu, que destróis o Santuário e em três dias o reedificas,
salva-te a ti mesmo. Se és Filho de Deus, desce da cruz.
De igual modo também os principais sacerdotes, com os escribas
e anciãos, diziam uns para os outros, zombando:
Salvou os outros e não pode salvar-se a si mesmo.
O Cristo, o Rei de
Israel, desça agora da cruz, para que o vejamos e acreditemos.
Confiou em Deus, livre-o agora, se o ama; porque disse: Sou Filho
de Deus.
Então um dos malfeitores, que estava pendurado, blasfemava
Dele, dizendo:
Não és tu o Cristo?
Salva-te a ti mesmo e a nós também.
Respondendo, porém, o outro malfeitor, repreendia-o, dizendo:
Nem ao menos temes a
Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça; porque
recebemos o que os nossos feitos merecem. Mas este nenhum mal fez.
E rogou a Jesus:
Senhor, lembra-te de
mim, quando entrares no Teu Reino.
Respondeu-lhe Jesus:
Em verdade te digo que
ainda hoje estarás comigo no Paraíso o cuidado com Maria
Estavam em pé, junto à cruz de Jesus, sua mãe, e a irmã de sua
mãe, Maria, mulher de Cleopas, e Maria Madalena.
Ora, Jesus, vendo ali sua mãe, e ao lado dela o discípulo a quem
Ele amava, disse à sua mãe:
Mulher, eis aí o teu
filho. (e disse ao discípulo) Eis aí tua mãe.
E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.
Do Meio dia as Três da Tarde
Trevas ao meio-dia o messias sofredor
E, chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até a
hora nona, pois o sol se escurecera.
Cerca da hora nona, bradou Jesus em alta voz, dizendo:
Eli, Eli, lamá sabactâni?
Alguns dos que ali estavam, ouvindo isso, diziam:
Ele chama por Elias.
Os outros, porém, disseram:
Deixa, vejamos se Elias
vem salvá-lo.
De novo bradou Jesus com grande voz:
Eloí, Eloí, lamá
sabactâni?
Que, traduzido, é:
Deus meu, Deus meu, por
que me desamparaste?
Depois, sabendo Jesus que todas as coisas já estavam
consumadas, para que se cumprisse a Escritura, disse:
Tenho sede.
Estava ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados o escarneciam
e, chegando-se a Ele, ofereciam-lhe o vinagre, dizendo:
Se tu és o Rei dos
Judeus, salva-te a ti mesmo. Puseram, pois, numa cana de hissopo uma esponja
ensopada de vinagre, e chegaram-na à sua boca.
Então Jesus, depois de ter tomado o vinagre, disse: Está
consumado.
Sexta-feira,
três horas da tarde...
A Morte do Cordeiro de Deus
E, clamando Jesus com grande voz, disse:
Pai, nas Tuas mãos
entrego o meu Espírito.
E, havendo dito isso, inclinou a cabeça e entregou o Espírito.
E eis que o véu do Santuário se rasgou em dois, de alto a
baixo.
A terra tremeu e as pedras se fenderam. E o centurião, que estava
De fronte Dele, e os que com ele guardavam a Jesus, vendo que
assim
clamando expirara, e vendo o terremoto e as coisas que
aconteciam, tiveram grande temor e disseram:
– Verdadeiramente este era o Filho de Deus!
E todas as multidões que presenciaram este espetáculo, vendo o
que havia acontecido, voltavam batendo no peito.
E todos os conhecidos de Jesus, e as mulheres que O haviam seguido desde a Galileia, estavam de longe vendo estas coisas,entre as quais se achavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago
e
de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu, Salomé, as quais o
seguiam
e O serviam quando Ele estava na Galileia. E muitas outras que
tinham subido com Ele a Jerusalém.
Ora, os judeus, como era a preparação, e para que no sábado
não ficassem os corpos na cruz, pois era grande aquele dia de
sábado, rogaram a Pilatos que lhes quebrassem as pernas, e
fossem tirados dali. Foram então os soldados e, na verdade, quebraram
as pernas ao primeiro e ao outro que com Ele fora crucificado.
Mas vindo a Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe
quebraram as pernas.
Contudo, um dos soldados lhe furou o lado com uma lança e logo saiu sangue e água.
E é quem viu isso que dá testemunho, e o seu testemunho é verdadeiro; e sabe que diz a verdade, para que também vós
creiais.
Porque isto aconteceu para que se cumprisse a Escritura:
Nenhum dos seus ossos será quebrado. Também há outra Escritura que
diz:
Olharão para aquele que traspassaram.
Ao cair da tarde, como era o Dia da Preparação, isto é, a
véspera do sábado, veio um homem rico, chamado José, natural de Arimateia, cidade dos judeus, membro do Sinédrio, homem bome justo, o qual não tinha consentido no conselho e nos atos
do soutros, que esperava o Reino de Deus, e que também era
discípulo de Jesus (embora em oculto por medo dos judeus), cobrando
ânimo foi a Pilatos e pediu que lhe permitisse tirar o corpo de Jesus.
Admirou-se Pilatos de que já tivesse morrido. E chamando o centurião, perguntou-lhe se, de fato, havia morrido.
E, tendo-se certificado pelo centurião, mandou que o corpo lhe fosse dado.
No lugar onde Jesus foi crucificado havia um jardim, e nesse jardim um sepulcro novo, onde ninguém ainda havia sido posto.
E José, tendo comprado um pano de linho, tirou da cruz o corpo Jesus e o pôs no seu sepulcro novo, que havia aberto em
rocha.
E Nicodemos, aquele que anteriormente viera ter com Jesus de noite, foi também, levando cerca de cem libras de um composto
de mirra e aloés.
Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em panos de linho com as especiarias, como os judeus costumavam fazer na preparação para a sepultura. E era o Dia da Preparação e
amanhecia o sábado. Ali, pois, por ser a véspera do sábado dos judeus, e por
estar perto aquele sepulcro, puseram a Jesus. E, rodando uma grande pedra para
a porta do sepulcro, foram-se.
E Maria Madalena e Maria, mãe de José, e as mulheres que tinham
vindo com Ele da Galileia, seguindo a José de Arimateia, viram o seu sepulcro
novo e como o corpo foi ali depositado.
E, voltando elas, prepararam especiarias e unguentos. E no sábado
repousaram, conforme o mandamento.
Excelente post.
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