sábado, 30 de março de 2013

Sábado, Domingo ( ELE esta VIVO)


Sábado de páscoa, 10 de abril, 27 d.C.
No dia seguinte, isto é, o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus perante Pilatos, e disseram:
 Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador, quando ainda vivo, afirmou: Depois de três dias ressuscitarei. Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até o terceiro dia; para não suceder que, vindo os discípulos, o furtem e digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro.
Disse-lhes Pilatos:
Tendes uma guarda; ide, tornai-o seguro, como entendeis.
Foram, pois, e tornaram seguro o sepulcro, selando a pedra, deixando ali a guarda.
Domingo, 11 de Abril, 27 d.C.
A Ressurreição!
E, passado o sábado, Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago, compraram aromas para irem ungi-lo.
E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, sendo ainda escuro, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado.
E eis que houvera um grande terremoto; pois um Anjo do Senhor descera do Céu e, chegando-se, removera a pedra e estava sentado sobre ela.
O seu aspecto era como um relâmpago e as suas vestes brancas como a neve.
E de medo dele tremeram os guardas e ficaram como mortos.
E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados.
E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição Dele, entraram na Cidade Santa e apareceram a muitos.
E eis que alguns da guarda, chegando à cidade, anunciaram aos príncipes dos sacerdotes todas as coisas que haviam acontecido. E, congregados eles com os anciãos e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, ordenando:
Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram. E, se isso chegar a ser ouvido pelo governador, nós o persuadiremos e vos poremos em segurança.
E eles, tendo recebido o dinheiro, fizeram como estavam instruídos.
E foi divulgado esse dito entre os judeus, até ao dia de hoje.
E de manhã cedo, ao nascer do sol, diziam umas às outras:
Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro?
E, olhando elas, viram que a pedra já estava revolvida. E era ela muito grande.
E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus.
Correu, pois, Maria Madalena e foi a Simão Pedro e ao outro
discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram.
Então, Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao sepulcro.
Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo correu mais ligeiro do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. E, abaixando-se,viu os panos de linho ali deixados, todavia não entrou.
Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro.
E viu no chão os lençóis, e que o lenço, que estivera sobre a cabeça de Jesus, não estava com os panos, mas enrolado num lugar à parte.
E retirou-se, admirando consigo o que havia acontecido.
Então, entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu e creu.
Porque ainda não sabiam a Escritura, que diz que era necessário que ressuscitasse dos mortos.
Tornaram, pois, os discípulos para casa.
E Maria Madalena estava chorando fora, junto ao sepulcro.
E aconteceu que, estando elas perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois varões com vestes resplandecentes.
E, estando elas muito atemorizadas e abaixando o rosto para o chão, eles disseram:
Por que buscais o Vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galileia, dizendo: Convém que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de homens pecadores e seja crucificado e, ao terceiro dia, ressuscite.
E lembraram-se das Suas palavras.
Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia.
E, entrando no sepulcro, viram um jovem assentado à direita,
vestido de uma roupa comprida e branca. E ficaram espantadas.
Mas o Anjo, respondendo, disse às mulheres:
Não tenhais medo. Eu sei que buscai a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como tinha dito; eis aqui o lugar onde o puseram. Mas ide, dizei a Seus discípulos e a
Pedro que Ele vai adiante de vós para a Galiléia. Ali o vereis, como
Ele vos disse.
E, saindo elas apressadamente, fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas de temor e assombro.
E nada diziam a ninguém, porque temiam.
Estando Maria, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro e dois Anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. E disseram-lhe eles:
Mulher, por que choras?
Ela lhes disse:
Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram.
E, tendo dito isso, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus.
Disse-lhe Jesus:
Mulher, por que choras? Quem buscas?
Ela, cuidando que era o jardineiro, disse-lhe:
 Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste e eu o levarei.
Disse-lhe Jesus:
 MARIA!
Ela, voltando-se, disse-lhe:
 RABONI! (que quer dizer Mestre).
E eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo:
 Eu vos saúdo. Não temais.
E elas, chegando, abraçaram os Seus pés e O adoraram.
E disse Jesus:
 Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai. Mas ide dizer a meus irmãos que vão à Galileia e lá me verão. E dize-lhes que Eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.
E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios.
E, partindo elas pressurosamente do sepulcro, com temor e grande alegria, correram a anunciá-lo aos onze e a todos os demais, os quais estavam tristes e chorando.
E Maria Madalena anunciou aos discípulos:
Vi o Senhor!
E que Ele lhe dissera estas coisas. E eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago; também as outras que estavam com elas relataram estas coisas aos apóstolos.
E pareceram-lhes como um delírio as palavras das mulheres e não lhes deram crédito.
Nesse mesmo dia, manifestou-se em outra forma a dois deles que iam de caminho para o campo, para uma aldeia chamada Emaús, que distava de Jerusalém sessenta estádios.
E iam comentando entre si tudo aquilo que havia sucedido.
Enquanto assim comentavam e discutiam, o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles. Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que não O conhecessem.
Então Ele lhes perguntou:
Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós?
Então, eles pararam tristes.
E um deles, chamado Cleopas, respondeu-lhe:
 És tu o único peregrino em Jerusalém que não soube das coisas que nela tem sucedido nestes dias?
Ao que Ele lhes perguntou:
 Quais?
Disseram-lhe:
 As que dizem respeito a Jesus, o nazareno, que foi profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo, e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram.
Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de remir Israel. E, além de tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. Verdade é, também, que algumas mulheres do nosso meio nos encheram de espanto; pois foram de madrugada ao sepulcro e, não achando o corpo dele, voltaram, declarando que tinham tido uma visão de Anjos que diziam estar ele vivo.
Além disso, alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro, e acharam ser assim como as mulheres haviam dito; a ele, porém, não o viram.
Então Ele lhes disse:
Ó néscios e tardos de coração para crerdes tudo o que os Profetas disseram! Porventura não importava que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na Sua Glória?
E, começando por Moisés, e por todos os Profetas, explicou lhes o que Dele se achava em todas as Escrituras.
Quando se aproximaram da aldeia para onde iam, Ele fez como quem ia para mais longe.
Eles, porém, O constrangeram, dizendo:
Fica conosco; porque é tarde e já declinou o dia.
E entrou para ficar com eles. Estando com eles à mesa, tomou o pão e o abençoou. E, partindo-o, o deu a eles.
Abriram-se-lhes então os olhos e O reconheceram; nisto Ele desapareceu de diante deles.
E disseram um para o outro:
 Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras?
E, na mesma hora, levantaram-se e voltaram para Jerusalém, e encontraram reunidos os onze e os que estavam com eles, os quais diziam:
 Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão.
Então os dois contaram o que acontecera no caminho, e como Ele se fizera conhecer no partir do pão.
Mas nem ainda estes creram.
Enquanto ainda falavam nisso, na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando os discípulos reunidos com as portas cerradas por medo dos judeus, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles e disse-lhes:
Paz seja convosco!
Mas eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. Ele, porém, lhes disse:
 Por que estais perturbados? E por que surgem dúvidas em vossos corações? Olhai as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo. Apalpai-me e vede; porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.
E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos, os pés e o lado.
Alegraram-se, pois, os discípulos ao verem o Senhor.
Disse-lhes, então, Jesus segunda vez:
 Paz seja convosco.
Não acreditando eles ainda por causa da alegria, e estando admirados, perguntou-lhes Jesus:
Tendes aqui alguma coisa que comer?
Então lhe deram um pedaço de peixe assado e um favo de mel, o que Ele tomou e comeu diante deles.
E lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que O tinham visto já ressuscitado.
Depois lhes disse:
 São estas as palavras que vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.
Então lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras. E disse-lhes:
Assim está escrito que o Cristo padecesse e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos; e que em Seu Nome se pregasse o arrependimento para remissão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois testemunhas destas coisas.
Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós.
E havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes:
Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; e àqueles a quem os retiverdes , são lhes retidos.
Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Diziam-lhe, pois, ou outros discípulos:
Vimos o Senhor!
Ele, porém, lhes respondeu:
 Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos e não meter a mão no seu lado, de maneira nenhuma crerei.

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