domingo, 5 de maio de 2013

Discípulos ou seguidores


Discípulos ou seguidores

Um discípulo é alguém que crê em tudo que o seu mestre diz, e faz tudo que ele manda; discípulo é aquele que aprende com um mestre e imita o mestre. O nosso mestre é Cristo (Mateus 11:29 e I Pedro 2:21). Já seguidor = acompanhante, observador.
Todo discípulo é um seguidor, mas nem todo seguidor é um discípulo. Sabe por quê?
O seguidor espera pães e peixes; o discípulo é um pescador.
O seguidor luta por crescer; o discípulo luta para reproduzir-se.
O seguidor se ganha; o discípulo se faz.
O seguidor depende dos afagos de seu pastor; o discípulo está determinado a servir a Deus.
O seguidor gosta de elogios; o discípulo do sacrifício vivo.
O seguidor entrega parte de suas finanças; o discípulo entrega toda a sua vida.
O seguidor cai facilmente na rotina; o discípulo é um revolucionário.
O seguidor precisa ser sempre estimulado; o discípulo procura estimular os outros.
O seguidor espera que alguém lhe diga o que fazer; o discípulo é solícito em assumir responsabilidades.
O seguidor reclama e murmura; o discípulo obedece e nega-se a si mesmo.
O seguidor é condicionado pelas circunstâncias; o discípulo as aproveita para exercer a sua fé.
O seguidor exige que os outros o visitem; o discípulo visita.
O seguidor busca na Palavra promessas para a sua vida; o discípulo busca vida para receber as promessas da Palavra.
O seguidor pensa em si mesmo; o discípulo pensa nos outros.
O seguidor se senta para adorar; o discípulo anda adorando.
O seguidor pertence a uma instituição; o discípulo é uma instituição em si mesmo.
O seguidor vale porque soma; o discípulo vale porque multiplica.
Os seguidores aumentam a comunidade; os discípulos aumentam as comunidades.
Os seguidores foram transformados pelo mundo; os discípulos transformaram, transformam e transformarão o mundo.
Os seguidores esperam milagres; os discípulos os fazem.
O seguidor velho é problema para a igreja; o discípulo idoso é problema para o reino das trevas.
O seguidor cuida das estacas de sua tenda; o discípulo desbrava e aumenta o seu território.
O seguidor sonha com a igreja ideal; o discípulo se entrega para fazer uma igreja real.
A meta do seguidor é ir para o Céu; a meta do discípulo é ganhar almas para povoar o Céu.
O seguidor necessita de festas para estar alegre; o discípulo vive em festa porque é alegre.
O seguidor espera um avivamento; O discípulo é parte dele.
Ao seguidor se promete uma almofada; ao discípulo se entrega uma cruz.
O seguidor é sócio; o discípulo é servo.
O seguidor responde "talvez..."; o discípulo responde "eis-me aqui".
O seguidor espera recompensa para dar; o discípulo é recompensado porque dá.
O seguidor pede que os outros orem por ele; o discípulo ora pelos outros.
O seguidor procura conselhos dos outros para tomar uma decisão; o discípulo ora a Deus, lê a Palavra e em fé toma a decisão.
O seguidor espera que o mundo melhore; o discípulo sabe que não é deste mundo e espera o encontro com seu Senhor.
Definições do que é um seguidor:
Seguidor é aquele que apenas segue o ritmo ou o caminhar daquele que está liderando, mas não influi em nada, não faz a diferença.
Seguidor é aquele que vai a igreja e só esquenta o banco, só vai pra reparar como os outros estão vestidos, o que os outros estão fazendo, o que os outros fazem ou deixam de fazer.
Seguidor é aquele que só vai a igreja pra falar mal dos outros, e quando sai da igreja sai brigando com a família, sai falando mal do pastor por que a mensagem da pregação não foi pra ele, que o pastor não tem unção, não sabe pregar.
Seguidor é aquele que ouve a pregação e diz que aquilo que foi falado não foi pra ele e sim pro irmão do lado. Que não sente mais a presença de deus em sua vida, na igreja e na sua casa.
Seguidor é aquele que diz que não vai mais a igreja porque está desanimado, pois não vê resultados, que desiste facilmente de caminhar

sábado, 30 de março de 2013

Sábado, Domingo ( ELE esta VIVO)


Sábado de páscoa, 10 de abril, 27 d.C.
No dia seguinte, isto é, o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus perante Pilatos, e disseram:
 Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador, quando ainda vivo, afirmou: Depois de três dias ressuscitarei. Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até o terceiro dia; para não suceder que, vindo os discípulos, o furtem e digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro.
Disse-lhes Pilatos:
Tendes uma guarda; ide, tornai-o seguro, como entendeis.
Foram, pois, e tornaram seguro o sepulcro, selando a pedra, deixando ali a guarda.
Domingo, 11 de Abril, 27 d.C.
A Ressurreição!
E, passado o sábado, Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago, compraram aromas para irem ungi-lo.
E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, sendo ainda escuro, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado.
E eis que houvera um grande terremoto; pois um Anjo do Senhor descera do Céu e, chegando-se, removera a pedra e estava sentado sobre ela.
O seu aspecto era como um relâmpago e as suas vestes brancas como a neve.
E de medo dele tremeram os guardas e ficaram como mortos.
E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados.
E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição Dele, entraram na Cidade Santa e apareceram a muitos.
E eis que alguns da guarda, chegando à cidade, anunciaram aos príncipes dos sacerdotes todas as coisas que haviam acontecido. E, congregados eles com os anciãos e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, ordenando:
Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram. E, se isso chegar a ser ouvido pelo governador, nós o persuadiremos e vos poremos em segurança.
E eles, tendo recebido o dinheiro, fizeram como estavam instruídos.
E foi divulgado esse dito entre os judeus, até ao dia de hoje.
E de manhã cedo, ao nascer do sol, diziam umas às outras:
Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro?
E, olhando elas, viram que a pedra já estava revolvida. E era ela muito grande.
E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus.
Correu, pois, Maria Madalena e foi a Simão Pedro e ao outro
discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram.
Então, Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao sepulcro.
Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo correu mais ligeiro do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. E, abaixando-se,viu os panos de linho ali deixados, todavia não entrou.
Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro.
E viu no chão os lençóis, e que o lenço, que estivera sobre a cabeça de Jesus, não estava com os panos, mas enrolado num lugar à parte.
E retirou-se, admirando consigo o que havia acontecido.
Então, entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu e creu.
Porque ainda não sabiam a Escritura, que diz que era necessário que ressuscitasse dos mortos.
Tornaram, pois, os discípulos para casa.
E Maria Madalena estava chorando fora, junto ao sepulcro.
E aconteceu que, estando elas perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois varões com vestes resplandecentes.
E, estando elas muito atemorizadas e abaixando o rosto para o chão, eles disseram:
Por que buscais o Vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galileia, dizendo: Convém que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de homens pecadores e seja crucificado e, ao terceiro dia, ressuscite.
E lembraram-se das Suas palavras.
Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia.
E, entrando no sepulcro, viram um jovem assentado à direita,
vestido de uma roupa comprida e branca. E ficaram espantadas.
Mas o Anjo, respondendo, disse às mulheres:
Não tenhais medo. Eu sei que buscai a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como tinha dito; eis aqui o lugar onde o puseram. Mas ide, dizei a Seus discípulos e a
Pedro que Ele vai adiante de vós para a Galiléia. Ali o vereis, como
Ele vos disse.
E, saindo elas apressadamente, fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas de temor e assombro.
E nada diziam a ninguém, porque temiam.
Estando Maria, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro e dois Anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. E disseram-lhe eles:
Mulher, por que choras?
Ela lhes disse:
Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram.
E, tendo dito isso, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus.
Disse-lhe Jesus:
Mulher, por que choras? Quem buscas?
Ela, cuidando que era o jardineiro, disse-lhe:
 Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste e eu o levarei.
Disse-lhe Jesus:
 MARIA!
Ela, voltando-se, disse-lhe:
 RABONI! (que quer dizer Mestre).
E eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo:
 Eu vos saúdo. Não temais.
E elas, chegando, abraçaram os Seus pés e O adoraram.
E disse Jesus:
 Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai. Mas ide dizer a meus irmãos que vão à Galileia e lá me verão. E dize-lhes que Eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.
E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios.
E, partindo elas pressurosamente do sepulcro, com temor e grande alegria, correram a anunciá-lo aos onze e a todos os demais, os quais estavam tristes e chorando.
E Maria Madalena anunciou aos discípulos:
Vi o Senhor!
E que Ele lhe dissera estas coisas. E eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago; também as outras que estavam com elas relataram estas coisas aos apóstolos.
E pareceram-lhes como um delírio as palavras das mulheres e não lhes deram crédito.
Nesse mesmo dia, manifestou-se em outra forma a dois deles que iam de caminho para o campo, para uma aldeia chamada Emaús, que distava de Jerusalém sessenta estádios.
E iam comentando entre si tudo aquilo que havia sucedido.
Enquanto assim comentavam e discutiam, o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles. Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que não O conhecessem.
Então Ele lhes perguntou:
Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós?
Então, eles pararam tristes.
E um deles, chamado Cleopas, respondeu-lhe:
 És tu o único peregrino em Jerusalém que não soube das coisas que nela tem sucedido nestes dias?
Ao que Ele lhes perguntou:
 Quais?
Disseram-lhe:
 As que dizem respeito a Jesus, o nazareno, que foi profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo, e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram.
Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de remir Israel. E, além de tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. Verdade é, também, que algumas mulheres do nosso meio nos encheram de espanto; pois foram de madrugada ao sepulcro e, não achando o corpo dele, voltaram, declarando que tinham tido uma visão de Anjos que diziam estar ele vivo.
Além disso, alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro, e acharam ser assim como as mulheres haviam dito; a ele, porém, não o viram.
Então Ele lhes disse:
Ó néscios e tardos de coração para crerdes tudo o que os Profetas disseram! Porventura não importava que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na Sua Glória?
E, começando por Moisés, e por todos os Profetas, explicou lhes o que Dele se achava em todas as Escrituras.
Quando se aproximaram da aldeia para onde iam, Ele fez como quem ia para mais longe.
Eles, porém, O constrangeram, dizendo:
Fica conosco; porque é tarde e já declinou o dia.
E entrou para ficar com eles. Estando com eles à mesa, tomou o pão e o abençoou. E, partindo-o, o deu a eles.
Abriram-se-lhes então os olhos e O reconheceram; nisto Ele desapareceu de diante deles.
E disseram um para o outro:
 Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras?
E, na mesma hora, levantaram-se e voltaram para Jerusalém, e encontraram reunidos os onze e os que estavam com eles, os quais diziam:
 Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão.
Então os dois contaram o que acontecera no caminho, e como Ele se fizera conhecer no partir do pão.
Mas nem ainda estes creram.
Enquanto ainda falavam nisso, na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando os discípulos reunidos com as portas cerradas por medo dos judeus, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles e disse-lhes:
Paz seja convosco!
Mas eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. Ele, porém, lhes disse:
 Por que estais perturbados? E por que surgem dúvidas em vossos corações? Olhai as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo. Apalpai-me e vede; porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.
E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos, os pés e o lado.
Alegraram-se, pois, os discípulos ao verem o Senhor.
Disse-lhes, então, Jesus segunda vez:
 Paz seja convosco.
Não acreditando eles ainda por causa da alegria, e estando admirados, perguntou-lhes Jesus:
Tendes aqui alguma coisa que comer?
Então lhe deram um pedaço de peixe assado e um favo de mel, o que Ele tomou e comeu diante deles.
E lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que O tinham visto já ressuscitado.
Depois lhes disse:
 São estas as palavras que vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.
Então lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras. E disse-lhes:
Assim está escrito que o Cristo padecesse e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos; e que em Seu Nome se pregasse o arrependimento para remissão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois testemunhas destas coisas.
Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós.
E havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes:
Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; e àqueles a quem os retiverdes , são lhes retidos.
Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Diziam-lhe, pois, ou outros discípulos:
Vimos o Senhor!
Ele, porém, lhes respondeu:
 Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos e não meter a mão no seu lado, de maneira nenhuma crerei.

Nove horas da manhã


Nove horas da manhã, Sexta-feira , 9 de Abril, 27 d.C.
A Crucificação
morrendo como Pecador
Quando chegaram ao lugar chamado Gólgota, que significa lugar da Caveira, ofereceram-lhe vinho misturado com mirra.
Mas Ele, provando-o, não quis beber.
E ali o crucificaram. Jesus, porém, dizia:
Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.
E era a hora terceira quando o crucificaram.
E também aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda, um de cada lado e Jesus no meio. E cumpriu-se a Escritura que diz:
E com os malfeitores foi contado.
E Pilatos escreveu também um título e o colocou sobre a Cruz, por cima da sua cabeça, com a sua acusação. E nele estava escrito:
JESUS NAZARENO, REI DOS JUDEUS.
Muitos dos judeus, pois, leram este título, porque o lugar onde Jesus foi crucificado era próximo da cidade. E estava escrito em hebraico, latim e grego.
Diziam então a Pilatos os principais sacerdotes dos judeus:
 Não escrevas: O Rei dos Judeus, mas que ele disse: Sou rei dos judeus.
Respondeu Pilatos:
O que escrevi, escrevi.
Tendo, pois, os soldados crucificado a Jesus, tomaram as suas vestes, e fizeram delas quatro partes, para cada soldado uma parte. Tomaram também a túnica. Ora a túnica não tinha costura, sendo toda tecida de alto a baixo. Pelo que disseram uns aos outros:
Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela, para ver de quem será.
Para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta:
Repartiram entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica lançaram sortes.
E, de fato, os soldados assim fizeram.
E, sentados, ali O guardavam.
E o povo estava olhando. E os que iam passando blasfemavam
Dele, meneando a cabeça e dizendo:
Tu, que destróis o Santuário e em três dias o reedificas, salva-te a ti mesmo. Se és Filho de Deus, desce da cruz.
De igual modo também os principais sacerdotes, com os escribas e anciãos, diziam uns para os outros, zombando:
Salvou os outros e não pode salvar-se a si mesmo.
 O Cristo, o Rei de Israel, desça agora da cruz, para que o vejamos e acreditemos.
Confiou em Deus, livre-o agora, se o ama; porque disse: Sou Filho de Deus.
Então um dos malfeitores, que estava pendurado, blasfemava
Dele, dizendo:
 Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também.
Respondendo, porém, o outro malfeitor, repreendia-o, dizendo:
 Nem ao menos temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça; porque recebemos o que os nossos feitos merecem. Mas este nenhum mal fez.
E rogou a Jesus:
 Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no Teu Reino.
Respondeu-lhe Jesus:
 Em verdade te digo que ainda hoje estarás comigo no Paraíso o cuidado com Maria
Estavam em pé, junto à cruz de Jesus, sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cleopas, e Maria Madalena.
Ora, Jesus, vendo ali sua mãe, e ao lado dela o discípulo a quem Ele amava, disse à sua mãe:
 Mulher, eis aí o teu filho. (e disse ao discípulo) Eis aí tua mãe.
E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.
Do Meio dia as Três da Tarde
Trevas ao meio-dia o messias sofredor
E, chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até a hora nona, pois o sol se escurecera.
Cerca da hora nona, bradou Jesus em alta voz, dizendo:
Eli, Eli, lamá sabactâni?
Alguns dos que ali estavam, ouvindo isso, diziam:
 Ele chama por Elias.
Os outros, porém, disseram:
 Deixa, vejamos se Elias vem salvá-lo.
De novo bradou Jesus com grande voz:
 Eloí, Eloí, lamá sabactâni?
Que, traduzido, é:
 Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
Depois, sabendo Jesus que todas as coisas já estavam consumadas, para que se cumprisse a Escritura, disse:
 Tenho sede.
Estava ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados o escarneciam e, chegando-se a Ele, ofereciam-lhe o vinagre, dizendo:
 Se tu és o Rei dos Judeus, salva-te a ti mesmo. Puseram, pois, numa cana de hissopo uma esponja ensopada de vinagre, e chegaram-na à sua boca.
Então Jesus, depois de ter tomado o vinagre, disse: Está consumado.
Sexta-feira, três horas da tarde...
A Morte do Cordeiro de Deus
E, clamando Jesus com grande voz, disse:
 Pai, nas Tuas mãos entrego o meu Espírito.
E, havendo dito isso, inclinou a cabeça e entregou o Espírito.
E eis que o véu do Santuário se rasgou em dois, de alto a baixo.
A terra tremeu e as pedras se fenderam. E o centurião, que estava
De fronte Dele, e os que com ele guardavam a Jesus, vendo que assim
clamando expirara, e vendo o terremoto e as coisas que aconteciam, tiveram grande temor e disseram:
– Verdadeiramente este era o Filho de Deus!
E todas as multidões que presenciaram este espetáculo, vendo o que havia acontecido, voltavam batendo no peito.
E todos os conhecidos de Jesus, e as mulheres que O haviam seguido desde a Galileia, estavam de longe vendo estas coisas,entre as quais se achavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e
de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu, Salomé, as quais o seguiam
e O serviam quando Ele estava na Galileia. E muitas outras que
tinham subido com Ele a Jerusalém.
Ora, os judeus, como era a preparação, e para que no sábado
não ficassem os corpos na cruz, pois era grande aquele dia de sábado, rogaram a Pilatos que lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados dali. Foram então os soldados e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro e ao outro que com Ele fora crucificado.
Mas vindo a Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas.
Contudo, um dos soldados lhe furou o lado com uma lança e logo saiu sangue e água.
E é quem viu isso que dá testemunho, e o seu testemunho é verdadeiro; e sabe que diz a verdade, para que também vós creiais.
Porque isto aconteceu para que se cumprisse a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado. Também há outra Escritura que diz:
Olharão para aquele que traspassaram.
Ao cair da tarde, como era o Dia da Preparação, isto é, a véspera do sábado, veio um homem rico, chamado José, natural de Arimateia, cidade dos judeus, membro do Sinédrio, homem bome justo, o qual não tinha consentido no conselho e nos atos do soutros, que esperava o Reino de Deus, e que também era discípulo de Jesus (embora em oculto por medo dos judeus), cobrando ânimo foi a Pilatos e pediu que lhe permitisse tirar o corpo de Jesus.
Admirou-se Pilatos de que já tivesse morrido. E chamando o centurião, perguntou-lhe se, de fato, havia morrido.
E, tendo-se certificado pelo centurião, mandou que o corpo lhe fosse dado.
No lugar onde Jesus foi crucificado havia um jardim, e nesse jardim um sepulcro novo, onde ninguém ainda havia sido posto.
E José, tendo comprado um pano de linho, tirou da cruz o corpo Jesus e o pôs no seu sepulcro novo, que havia aberto em rocha.
E Nicodemos, aquele que anteriormente viera ter com Jesus de noite, foi também, levando cerca de cem libras de um composto de mirra e aloés.
Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em panos de linho com as especiarias, como os judeus costumavam fazer na preparação para a sepultura. E era o Dia da Preparação e amanhecia o sábado. Ali, pois, por ser a véspera do sábado dos judeus, e por estar perto aquele sepulcro, puseram a Jesus. E, rodando uma grande pedra para a porta do sepulcro, foram-se.
E Maria Madalena e Maria, mãe de José, e as mulheres que tinham vindo com Ele da Galileia, seguindo a José de Arimateia, viram o seu sepulcro novo e como o corpo foi ali depositado.
E, voltando elas, prepararam especiarias e unguentos. E no sábado repousaram, conforme o mandamento.

Das duas as nove da manhã


Cerca de duas horas da madrugada 9 de Abril , 27.d.C

O Segundo Julgamento: Sacerdotal
Anás mandou-o, manietado, à casa do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos.
E os principais dos sacerdotes e todo o concílio buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-lhe a morte, e não o achavam, apesar de se apresentarem muitas testemunhas falsas, mas os testemunhos não eram coerentes. E, blasfemando, diziam muitas outras coisas contra Ele. E levantando-se alguns, testificavam falsamente contra Ele, dizendo:
Nós o ouvimos dizer: Eu destruirei este templo, construído por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos de homens.
E por fim, chegaram duas e disseram:
Este disse: Eu posso derribar o templo de Deus e reedificá-lo em três dias.
E nem assim o testemunho deles concordava.
E, levantando-se o sumo sacerdote, disse-lhe:
 Não respondes coisa alguma ao que estes depõem contra ti?
Jesus, porém, guardava silêncio. E lhe perguntavam:
 Se tu és o Cristo, dize-nos.
Replicou-lhes Ele:
 Se eu vo-lo disser, não o crereis. E se eu vos interrogar, de modo algum me respondereis. Mas desde agora estará assentado o Filho do Homem à mão direita do poder de Deus.
Ao que perguntaram todos:
Logo, tu és o Filho de Deus?
Respondeu-lhes:
 Vós dizeis que EU SOU.
E o sumo sacerdote, insistindo, disse-lhe:
 Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus.
Respondeu Jesus:
EU SOU. E vereis o Filho do Homem assentado à direita do
Poder e vindo sobre as nuvens do Céu.
Então o sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse:
 Blasfemou! Para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que agora acabais de ouvir a sua blasfêmia, pois nós mesmos o ouvimos da sua própria boca. Que vos parece?
E todos o consideraram culpado. E respondendo, disseram:
É réu de morte.
E alguns começaram a cuspir Nele, e a cobrir-lhe o rosto, e a dar-lhe socos, e outros o esbofeteavam, dizendo:
Profetiza-nos, ó Cristo, quem foi que te bateu? Profetiza!
E os guardas do Templo davam-lhe bofetadas.
Cinco horas da manhã
O Terceiro Julgamento: no Sinédrio
a decisão de entregá-lo
Ora, chegada a manhã, todos os principais sacerdotes e os anciãos do povo, os escribas e todo o Sinédrio entraram em conselho contra Jesus. E, manietando-o, levaram-no e O entregaram ao governador Pôncio Pilatos.
Então Judas, aquele que o traíra, vendo que Jesus fora condenado, devolveu, compungido, as trinta moedas de prata aos anciãos, dizendo:
Pequei, traindo o sangue inocente.
Responderam eles:
Que nos importa? Seja isto lá contigo.
E tendo ele atirado para dentro do Santuário as moedas de prata, retirou-se e foi se enforcar.
E Judas, precipitando-se, rebentou-se pelo meio e todas as suas entranhas se derramaram.
E tornou-se isto conhecido de todos os moradores de Jerusalém.
Os principais sacerdotes, pois, tomaram as moedas de prata e disseram:
 Não é lícito metê-las no cofre das ofertas, porque é preço de sangue.
E, tendo deliberado em conselho, compraram com elas o campo do oleiro, para servir de cemitério para os estrangeiros. Por isso tem sido chamado aquele campo, até o dia de hoje, Campo de Sangue.
Cumpriu-se, então, o que foi dito pelo profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço do que foi avaliado, a quem certos filhos de Israel avaliaram, e deram-nas pelo campo do oleiro, assim como me ordenou o Senhor.
O Quarto Julgamento: Penal
Jesus diante de Pilatos
E o levaram a Pilatos.
E não entraram no Pretório, para não se contaminarem, para poderem comer a Páscoa.
Então Pilatos saiu a ter com eles e perguntou:
 Que acusação trazeis contra este homem?
Responderam-lhe:
 Se ele não fosse malfeitor, não o entregaríamos a ti.
Disse-lhes, então, Pilatos:
 Tomai-o vós e julgai-o segundo a vossa lei.
Disseram-lhe os judeus:
 A nós não nos é lícito tirar a vida a ninguém.
Isso foi para que se cumprisse a palavra que dissera Jesus, significando de que morte havia de morrer.
E começaram a acusá-lo, dizendo:
 Achamos este homem pervertendo a nossa nação, proibindo dar o tributo a César e dizendo que ele mesmo é Cristo, o rei.
Pilatos, pois, tornou a entrar no Pretório, chamou a Jesus e perguntou-lhe:
 És tu o rei dos judeus?
Respondeu Jesus:
 Dizes isso de ti mesmo, ou foram outros que te disseram de mim?
Replicou Pilatos:
Porventura sou eu judeu? O teu povo e os principais sacerdotes entregaram-te a mim. O que fizeste?
Respondeu Jesus:
 O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus. Entretanto, o meu Reino não é daqui.
Perguntou-lhe, pois, Pilatos:
Logo tu és rei?
Respondeu Jesus:
Tu dizes que EU SOU rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao Mundo, a fim de dar testemunho da Verdade. Todo aquele que é da Verdade ouve a minha Voz.
Perguntou-lhe Pilatos:
Que é a verdade?
E dito isto, de novo saiu a ter com os judeus. E disse Pilatos aos principais sacerdotes e às multidões:
Não acho culpa alguma neste homem.
Mas os principais dos sacerdotes e os anciãos o acusavam de muitas coisas.
Tornou Pilatos a interrogá-lo, dizendo:
Não respondes nada? Vê quantas acusações te fazem.
Mas Jesus nada mais respondeu, de maneira que Pilatos se admirava. E estando ele assentado no Tribunal, sua mulher mandou dizer-lhe:
Não te envolvas na questão desse justo, porque muito sofri hoje em sonho por causa dele.
Eles, porém, insistiam ainda mais, dizendo:
 Alvoroça o povo ensinando por toda a Judeia, começando desde a Galileia até aqui.
Então Pilatos, ouvindo isso, perguntou se o homem era galileu.
E, quando soube que era da jurisdição de Herodes, remeteu-o a Herodes, que também naqueles dias estava em Jerusalém.
O Quinto Julgamento: Político
Ora, quando Herodes viu a Jesus, alegrou-se muito, porque delongo tempo desejava vê-lo, por ter ouvido falar a seu respeito.
E esperava ver algum sinal feito por Ele.
E fazia-lhe muitas perguntas.
Mas Ele nada lhe respondeu.
Estavam ali os principais sacerdotes e os escribas, acusando-o com grande veemência. Herodes, porém, com os seus soldados, desprezou-o e, escarnecendo dele, vestiu-o com uma roupa resplandecente e tornou a enviá-lo a Pilatos. Nesse mesmo dia Pilatos e Herodes tornaram-se amigos; pois antes andavam em inimizade um com o outro.
O Sexto Julgamento: Romano
Então Pilatos convocou os principais sacerdotes, as autoridades e o povo, e disse-lhes:
Apresentastes-me este homem como pervertedor do povo.
E eis que, interrogando-o diante de vós, não achei nele nenhuma culpa, das de que o acusais. Nem tampouco Herodes, pois no-lo tornou a enviar. E eis que não tem feito ele coisa alguma digna de morte. Castiga-lo-ei, pois, e o soltarei.
Nisso, Pilatos tomou a Jesus e mandou açoitá-lo. E os soldados, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha sobre a cabeça e lhe vestiram um manto de púrpura.
E chegando-se a Ele, diziam:
Salve, rei dos judeus!
E davam-lhe bofetadas.
Então Pilatos saiu outra vez e disse-lhes:
 Eis aqui vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele crime algum.
Eis o homem!
Saiu, pois, Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura.
E disse-lhes Pilatos:
Eis o homem!
Quando o viram os principais sacerdotes e os guardas, clamaram, dizendo:
 CRUCIFICA-O! CRUCIFICA-O!
Disse-lhes Pilatos:
 Tomai-o vós e crucificai-o, porque nenhum crime acho nele.
Responderam-lhe os judeus:
 Nós temos uma Lei, e segundo esta Lei ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus.
Ora, Pilatos, quando ouviu esta palavra, mais atemorizado ficou. E entrando outra vez no Pretório, disse a Jesus:
 De onde és tu?
Mas Jesus não lhe deu resposta.
Disse-lhe, então, Pilatos:
 Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar, e autoridade para te crucificar?
Respondeu-lhe Jesus:
Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de Cima não te fora dado. Mas aquele que me entregou a ti, maior pecado tem.
O Sétimo Julgamento: Popular
Barrabás ou Jesus?
Ora, por ocasião da Festa costumava o governador soltar um
preso, escolhendo o povo aquele que quisesse. Nesse tempo tinham um condenado notório, chamado Barrabás, preso com outros amotinados, por causa de uma sedição feita na cidade e de um homicídio. E Barrabás era um salteador.
Portanto, estando o povo reunido, perguntou-lhe Pilatos:
 Vós tendes por costume que eu vos solte alguém por ocasião da Páscoa. Qual quereis que vos solte? Barrabás ou Jesus, chamado o Cristo, o Rei dos judeus?
Porque ele bem sabia que, por inveja, os principais dos sacerdotes o tinham entregado.
Mas os principais dos sacerdotes e os anciãos persuadiram as multidões a que pedissem Barrabás e fizessem morrer Jesus.
O governador, pois, perguntou-lhes:
 Qual dos dois quereis que eu vos solte?
E disseram:
 Barrabás!
Tornou-lhes Pilatos:
 Que farei então de Jesus, que se chama Cristo?
Disseram todos:
 SEJA CRUCIFICADO.
Pilatos, porém, disse:
 Que mal fez ele?
Mas todos clamaram à uma, dizendo:
 Fora com este e solta-nos Barrabás!
Mais uma vez, pois, falou-lhes Pilatos, querendo soltar a Jesus.
Eles, porém, bradavam, dizendo:
 CRUCIFICA-O! CRUCIFICA-O!
Falou-lhes, então, pela terceira vez:
 Não achei nele nenhuma culpa digna de morte.
Mas os judeus gritavam, dizendo:
 Se soltares a este, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei é contra César.
Pilatos, pois, quando ouviu isto, trouxe Jesus para fora e sentouse no Tribunal, no lugar chamado Litóstrotos, e em hebraico Gabatá.
E disse aos judeus:
 Eis o vosso Rei.
Mas eles instavam com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado. E os seus gritos e os dos principais dos sacerdotes redobravam:
TIRA-O! TIRA-O! CRUCIFICA-O!
Disse-lhes Pilatos:
 Hei de crucificar o vosso Rei?
Responderam os principais dos sacerdotes:
 Não temos Rei, senão César.
Ao ver Pilatos que nada conseguia, mas pelo contrário, que o tumulto aumentava, mandou trazer água e lavou as mãos diante da multidão, dizendo:
Sou inocente do sangue deste justo; seja isso lá convosco.
E todo o povo respondeu:
 O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos.
Então, Pilatos julgou que devia fazer o que eles pediam.
E soltou-lhes o que fora lançado na prisão por causa de sedição e de homicídio, que era o que eles pediam; mas entregou Jesus para que fosse crucificado.
Os soldados, pois, levaram-no para dentro, ao pátio, que é o Pretório, e convocaram toda a coorte. E puseram-lhe na mão direita uma cana e, ajoelhando-se diante Dele, O escarneciam, dizendo:
Salve, rei dos judeus!
E, cuspindo Nele, tiraram-lhe a cana e davam-lhe com ela na cabeça. Depois de O terem assim escarnecido, despiram-lhe a capa escarlate, e O vestiram com as suas próprias vestes, e O levaram
para fora, a fim de O crucificarem.
E Ele, carregando a sua própria cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, que em hebraico se chama Gólgota.
E, quando O iam levando, encontraram um homem cireneu, chamado Simeão, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a quem obrigaram a levar a sua cruz.
E puseram-lhe a cruz às costas, para que a levasse após Jesus.
Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres, as quais O pranteavam e lamentavam.
Jesus, porém, voltando-se para elas, disse:
Filhas de Jerusalém, não choreis por mim. Chorai antes por vós mesmas e por vossos filhos. Porque dias hão de vir em que se dirá: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram! Então começarão a dizer aos montes: Caí sobre nós! E aos outeiros: Cobri-nos! Porque, se ao madeiro verde fazem isto, o que se fará ao seco?
E levavam também com Ele outros dois, que eram malfeitores, para serem mortos.

01 da Manhã


Uma hora da manhã, Sexta-feira, 9 de abril, 27 d. C.
O Primeiro Julgamento: Religioso
O Início do interrogatório e da tortura
Então o sumo sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina.
Respondeu-lhe Jesus:
 Eu tenho falado abertamente ao mundo. Eu sempre ensinei nas sinagogas e no Templo, onde todos os judeus se congregam, e nada falei em oculto. Por que me perguntas a mim? Pergunta aos que me ouviram o que é que lhes falei; eis que eles sabem o que eu disse.
E, havendo Ele dito isso, um dos guardas que ali estavam deu uma bofetada em Jesus, dizendo:
 É assim que respondes ao sumo sacerdote?
Respondeu-lhe Jesus:
 Se falei mal, dá testemunho do mal; e, se bem, por que me feres?
E Simão Pedro ainda estava ali, aquentando-se.
Ora, chegou uma das criadas do sumo sacerdote e, vendo a Pedro, que se estava aquentando, encarou-o e disse:
Tu também estavas com o nazareno, esse Jesus.
Mas ele negou diante de todos, dizendo:
 Não sei o que dizes.
E saiu para o alpendre, e o galo cantou.
E, tendo passado quase uma hora, um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha, disse:
 Não te vi eu no jardim com ele?
E a criada, vendo-o, começou de novo a dizer aos que ali estavam:  Esse é um dos tais.
E os que ali estavam, começaram a dizer:
 Certamente tu também és um deles, pois a tua fala te denuncia, porque és também galileu.
Então ele começou a praguejar e a jurar, dizendo:
 Não conheço esse homem.
E o galo cantou segunda vez.
E, virando-se o Senhor, olhou para Pedro.
E Pedro lembrou-se da palavra do Senhor, como lhe havia dito:
Hoje, antes que o galo cante duas vezes, três vezes tu me negarás.
E, saindo dali, chorou amargamente.

Sexta Feira


Cerca de zero hora de sexta-feira 9 de Abril , 27 d.C. 
Então, chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmane e disse a seus discípulos:
 Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar.
E levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, Tiago e João, começou a ter pavor, a entristecer-se e angustiar-se muito.
Então lhes disse:
 A minha alma está triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo.
E, indo um pouco adiante, cerca de um tiro de pedra e, pondo-se de joelhos, prostrou-se com o rosto em terra.
E orou para que, se fosse possível, passasse dele àquela hora.
E dizia:Aba, Pai, Tudo Te é possível; Afasta de mim este cálice,
Todavia não seja o que eu quero, mas o que Tu queres.
E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo. E disse a Pedro:
Simão, dormes? Então, nem uma hora pudestes vigiar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. O espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.
Retirando-se mais uma vez, orou, dizendo:
Pai se quer, afasta de mim este cálice;
Todavia, não se faça a minha vontade, mas a Tua.
E, voltando, achou-os outra vez dormindo, porque seus olhos estavam carregados. E disse-lhes:
 Por que estais dormindo?
E não sabiam o que lhe responder.
– Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação.
Deixando-os novamente, foi orar terceira vez, repetindo as mesmas palavras. Então lhe apareceu um Anjo do Céu, que O confortava. E, posto em agonia, orava mais intensamente:
Pai meu, se este cálice não pode passar sem que eu o beba,faça-se a Tua vontade.
E o seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue, que corriam até o chão.
Depois, levantando-se da oração, veio para os seus discípulos e achou-os dormindo de tristeza.
E disse-lhes:
Dormi agora e descansai. Eis que é chegada a Hora e o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores. Levantai-vos, vamo-nos. Eis que é chegado aquele que me trai.
Ora, Judas, que o traía, também conhecia aquele lugar, porque muitas vezes Jesus se reunira ali com os discípulos.
Tendo, pois, Judas tomado a coorte e uns guardas da parte dos principais sacerdotes e fariseus chegaram ali com lanternas, archotes e armas e com ele uma multidão com espadas e varapaus, vinda da parte dos principais sacerdotes, dos escribas e dos anciãos.
E Judas ia adiante dela.
Ora, o que o traía lhes havia dado um sinal, dizendo: Aquele que eu beijar, esse é. Prendei-o e levai-o com segurança.
E, logo que chegou, aproximou-se de Jesus para o beijar. E disse:
Salve, Rabi!
Jesus lhe disse:
Amigo, a que vieste?
E Judas o beijou.
Jesus, porém, lhe disse:
Judas, com um beijo trais o Filho do Homem?
os guardas caem Por terra
Sabendo, pois, Jesus tudo o que lhe havia de suceder, adiantou-se e perguntou-lhes:
 A quem buscais?
Responderam-lhe:
 A Jesus, o nazareno.
Disse-lhes Jesus:
 Sou Eu.
Quando Jesus lhes disse: Sou Eu, recuaram e caíram por terra.
Tornou-lhes então a perguntar:
 A quem buscais?
E responderam:
 A Jesus, o nazareno.
Replicou-lhes Jesus:
 Já vos disse que sou eu. Se, pois, é a mim que buscais, deixai ir estes.
Para que se cumprisse a palavra que dissera na Oração: Dos que me tens dado, nenhum deles se perdeu.
Quando os que estavam com Ele viram o que ia acontecer, disseram:
Senhor, feriremos à espada?
Então Simão Pedro, que tinha uma espada, desembainhou-a e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita.
O nome do servo era Malco.
Mas Jesus disse:
 Deixai-os; basta!
E, tocando-lhe a orelha, o curou.
Disse, pois, Jesus a Pedro: Mete a tua espada no seu lugar; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão. Ou pensas tu que eu não poderia rogar a meu Pai e que Ele não me mandaria agora mesmo mais de doze legiões de Anjos? Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça? Não hei de beber o cálice que o Pai me deu?
Disse Jesus à multidão naquela hora:
 Saístes com espadas e porretes para me prender, como a um salteador? Todos os dias estava eu sentado no Templo, ensinando, e não me prendestes; mas esta é a vossa hora e o poder das trevas.
Então a coorte, e o comandante, e os guardas dos judeus prenderam a Jesus e o maniataram. E tudo isso aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos Profetas.
Então todos os discípulos, deixando-o, fugiram.
Ora, seguia-o certo jovem envolto em um lençol sobre o corpo nu. E o agarraram. Mas ele, largando o lençol, fugiu despido.
E os que prenderam Jesus o conduziram primeiramente a Anás; pois era sogro de Caifás, sumo sacerdote naquele ano. Ora, Caifás era quem aconselhara aos judeus que convinha morrer um homem pelo povo.
Simão Pedro e outro discípulo seguiam a Jesus, de longe.
Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote, enquanto Pedro ficava da parte de fora, à porta.
Saiu, então, o outro discípulo que era conhecido do sumo sacerdote, falou à porteira e levou Pedro para dentro.
Então a porteira perguntou a Pedro:
Não és tu também um dos discípulos deste homem?
Respondeu ele:
 Não sou.
Ora, estavam ali os servos e os guardas, que tinham acendido um braseiro e se aquentavam, porque fazia frio. E também Pedro estava ali em pé no meio deles, aquentando-se, para ver o fim.