Uma hora da manhã, Sexta-feira, 9 de abril, 27 d. C.
O Primeiro Julgamento: Religioso
O Início do interrogatório e da tortura
Então o sumo sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus
discípulos e da sua doutrina.
Respondeu-lhe Jesus:
Eu tenho falado
abertamente ao mundo. Eu sempre ensinei nas sinagogas e no Templo, onde todos
os judeus se congregam, e nada falei em oculto. Por que me perguntas a mim?
Pergunta aos que me ouviram o que é que lhes falei; eis que eles sabem o que eu
disse.
E, havendo Ele dito isso, um dos guardas que ali estavam deu uma
bofetada em Jesus, dizendo:
É assim que respondes
ao sumo sacerdote?
Respondeu-lhe Jesus:
Se falei mal, dá
testemunho do mal; e, se bem, por que me feres?
E Simão Pedro ainda estava ali, aquentando-se.
Ora, chegou uma das criadas do sumo sacerdote e, vendo a Pedro,
que se estava aquentando, encarou-o e disse:
Tu também estavas com o nazareno, esse Jesus.
Mas ele negou diante de todos, dizendo:
Não sei o que dizes.
E saiu para o alpendre, e o galo cantou.
E, tendo passado quase uma hora, um dos servos do sumo sacerdote,
parente daquele a quem Pedro cortara a orelha, disse:
Não te vi eu no jardim
com ele?
E a criada, vendo-o, começou de novo a dizer aos que ali
estavam: Esse é um dos tais.
E os que ali estavam, começaram a dizer:
Certamente tu também és
um deles, pois a tua fala te denuncia, porque és também galileu.
Então ele começou a praguejar e a jurar, dizendo:
Não conheço esse homem.
E o galo cantou segunda vez.
E, virando-se o Senhor, olhou para Pedro.
E Pedro lembrou-se da palavra do Senhor, como lhe havia dito:
Hoje, antes que o galo cante duas vezes, três vezes tu me
negarás.
E, saindo dali, chorou amargamente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário